Mais uma vítima fatal da Covid-19, há duas semanas, o técnico de informática paraense Sérgio da Silva Trindade, de 53 anos, deixa saudade em sua mulher e em sua filha, Maria e Jacqueline Trindade, e nos dois netos. As lembranças são de seu perfume de lavanda. E de um homem alegre, que tinha como porto seguro a família e era marcado pelo otimismo, sempre tentando proporcionar as melhores condições de vida para os seus.
No funcionalismo público há mais de 40 anos, Sérgio trabalhava na Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) das 7h às 16h, e na Companhia de Tecnologia da Informação de Belém (Cinbesa) das 17h às 22h. A jornada dupla não tirava, no entanto, a sua disposição para dividir bons momentos com a família, quando chegava em casa:
"Ele era o pai mais companheiro que alguém poderia ter, o marido mais amoroso do mundo e, hoje, era também o vovô Sérgio, sempre participativo com os netos", lembra a filha, Jacqueline, de 35 anos.
Nos dias de folga, Sérgio adorava uma praia e cerveja gelada. Também gostava de ouvir músicas da MPB e boleros antigos, que dançava com a mulher. E tinha uma mania peculiar: estava sempre de sapato e meias, mesmo quando ia à praia.
Com a família ou amigos, na casa de praia ou em um restaurante, música e afeto eram suficientes para ele.
Sérgio também gostava de assistir ao futebol deitado na cama. Era apaixonado pelo Clube do Remo, mas também pelo Fluminense. "Ele nunca nos deixou faltar nada, era meu principal apoiador e admirador. Em nossa última conversa, falou: "Se eu já te amava antes, hoje amo muito mais", lembra Jacqueline.
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