09 de julho de 2026
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Simples hábito de lavar as mãos pode salvar vidas

Por Bárbara Monteiro@barbara_ovale |
| Tempo de leitura: 3 min

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que o hábito de lavar as mãos pode reduzir em até 40% a contaminação por vírus e bactérias que causam doenças, como resfriados, conjutivites e viroses. É uma prática simples, mas muitas vezes negligenciada.

É só a partir dos seis anos de idade que tais costumes estão consolidados na vida da garotada. Entretanto, o coordenador da UTI Pediátrica e Neonatal da Santa Casa de São José dos Campos, Lucas dos Santos, defende que as medidas básicas de limpeza pessoal devem ser encorajados desde a primeira infância. "Em situações especiais, como as atuais, todas as idades devem estar sob vigilância", orientou.

Para o pediatra, a escola tem um papel crucial no desenvol?vimento de uma autonomia. "Nela, a criança é incentivada a manter os hábitos mesmo na ausência dos pais. E mais, é primordial que a rede de ensino adote um limite de estudantes por sala, respeitando a regra de distanciamento, e disponibilize álcool em gel (com supervisão do uso para menores de 10 anos).

Prova 'dos nove'.

Incentivar as crianças a adotarem hábitos de higiene é uma tarefa que envolve pais e educadores. Nas escolas municipais de São José dos Campos, os profissionais são orientados a considerar os pequenos como um ser competente. "Quando o professor acredita e empodera a criança, permite que ela produza cultura e amplie seu universo de experiências, conhecimentos e habilidades", disse a coordenadora da rede municipal, Andreia de Oliveira. Ainda segundo ela, essas interações devem ser realizadas de modo lúdico, por meio de brincadeiras que despertem a importância do cuidado de si.

Na escola Infantil Cirandinha, região sul de São José dos Campos, o cuidar é primordial na formação da criança. "O colégio é a segunda casa dos pequenos e temos um papel fundamental na sua aprendizagem, principalmente, nas primeiras fases. Por isso, os cuidados com a higiene também devem ser cultivados por nós", argumentou Dulcinéa Silva, coordenadora pedagógica da instituição.

A educadora reforça que é imprescindível a ajuda da família neste processo. "O filho que vê o pai escovando os dentes passando fio dental, lavando as mãos e cuidando do asseio com o próprio corpo, também irá incorporar esses hábitos em sua rotina", incentivou.

Para ela, a criança bem estimulada aos poucos será exemplo para amigos e família, e se tornará um ser humano com maior senso de responsabilidade.

Flor que floresce.

Na disciplina chamada Vida Prática, da escola Miriam Ricci, também em São José, os profissionais propõem atividades como: varrer; alimentar-se; amarrar os sapatos; servir-se; limpar mesas e vidros; lavar louça e roupas. Segundo a diretora da Instituição, Ana Lúcia Ricci, ter na grade curricular tarefas do cotidiano possibilitam o desenvolvimento da autonomia, organização, atenção, concentração, autoestima, motricidade, dos valores humanos e dos cuidados com a saúde.

"Trabalhamos para que os alunos aprenda esses costumes de maneira natural e adequada. Isso é feito com exemplo e objetividade, demonstrando o motivo de fazê-lo", contou.

A escola também segue regidamente protocolos de higiene para as trocas de fraldas e banhos dos alunos, bem como procedimentos rigídos de limpeza na cozinha.

"Cada faixa etária inspira um cuidado que deve ser obedecido; na sala, onde ficam os bebês só se entra de pró-pé (como uma sapatilha), o que já não é necessário nas salas do Infantil II em que os alunos têm entre 3 a 6 anos", informou.

Ana Lúcia também defende que sem o cuidado do aspecto físico, não há aprendizagem efetiva. "A comunidade escolar precisa estar saudável do ponto de vista físico, cognitivo, emocional e social para que as interações aconteçam de forma salutar", concluiu.n