09 de julho de 2026
Brasil

OMS pede que Brasil seja 'transparente' com informações sobre Covid-19

Por Agência O Globo |
| Tempo de leitura: 2 min
OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu "transparência" ao Brasil no combate ao novo coronavírus. Em entrevista coletiva à imprensa, a organização falou que a pandemia ainda está "longe de acabar", com crescimento na América Latina.

"O Brasil precisa entender onde o vírus está, como controlar os riscos. A OMS espera que a comunicação seja consistente e transparente", afirmou Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da instituição "A OMS entende que o governo brasileiro continuará relatando diariamente dados sobre a incidência e mortes de forma separada".

A organização também alertou o mundo que apesar de queda no número de casos em muitos países, a pandemia não está controlada e segue em ascensão na América Latina.

"Isso está longe de acabar", afirmou a diretora técnica da OMS, Maria van Kerkhove.

O governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. "Acabou matéria no Jornal Nacional", disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos "novos", ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. 

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.