O ministro da Economia, Paulo Guedes, discute pelo menos quatro nomes para substituir o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que anunciou neste domingo que deixará o cargo.
São técnicos de carreira do governo federal e economistas que estão no Ministério da Economia, mas têm origem no setor privado.
Guedes ressaltou a pessoas próximas que irá manter a atual linha de atuação do Tesouro Nacional, que vem sendo construída desde 2015. Mansueto ficará no governo até julho ou agosto, para ajudar na transição.
Um dos nomes discutidos pela equipe de Guedes é da atual subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro, Pricilla Maria Santana, da carreira do governo desde a década de 1990.
Outro nome em debate dentro do governo é o do secretário especial adjunto de Fazenda do Ministério da Economia, Jeferson Bittencourt, funcionário de carreira do Tesouro Nacional.
Outros dois nomes foram para o governo após a posse do presidente Jair Bolsonaro e da formação do Ministério da Economia.
Um deles é Caio Megale, ex-secretário de Fazenda da prefeitura de São Paulo e atual diretor de programa do ministério.
Também está cotado o economista Bruno Funchal, ex-secretário de Fazenda do Espírito Santo — estado considerado um dos principais exemplos de cuidado com as contas públicas — e atual responsável por acompanhar as relações com governadores e prefeitos no Ministério da Economia.
Mansueto está participando da escolha do novo nome. Em entrevista ao GLOBO ontem, ele ressaltou que a institucionalidade do Tesouro Nacional não permite mudanças bruscas na condução da política do órgão. Há comitês da secretaria que são comandados apenas por técnicos e em que os secretário do Tesouro participa apenas como convidado, destacou.
"Toda a equipe do Tesouro que se mantém a mesma. Mudando o secretário isso não vai mudar. Isso me deixa muito tranquilo. Do ponto de vista institucional, isso vai ser bom, porque a gente se concentra menos no nome de pessoa e vê a institucionalidade", disse Mansueto.