10 de julho de 2026
Brasil

MPF denuncia Sara Giromini por injúria e ameça após publicações em redes sociais contra Alexandre de Moraes

Por Agência O Globo |
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Sara Winter

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou a extremista Sara Giromini, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro, pelos crimes de injúria e ameaça contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Giromini, segundo a denúncia, praticou os atos em canal no YouTube e no Twitter. A Justiça Federal ainda analisará o caso, podendo receber ou rejeitar a acusação. Se condenada, Sara Giromini será obrigada a reparar o ministro em valor mínimo de R$ 10 mil por danos morais, segundo o MPF.

Segundo o procurador da República Frederick Lustosa, que assina a denúncia, Sara Giromini fez uso das redes sociais para atingir a dignidade e o decoro do ministro, com ameaças e objetivo de constrangê-lo, após ser alvo de busca e apreensão determinadas por Alexandre de Moraes no inquérito das fake news. O ministro apresentou uma representação contra a extremista.

O procurador rechaçou, no entanto, a hipótese de afronta à Lei de Segurança Nacional levantada na representação. Ele sustenta que Sara não impediu de fato o livre exercício da atividade de juiz do ministro nem da Suprema Corte. A conduta dela, portanto, segundo o MPF, seria o de ameaça comum, conforme a mensuração da atitude da denunciada e precedentes na Câmara de Coordenação Criminal do órgão.

Lustosa considerou ainda que a manifestação da denunciada, em frente ao STF, utilizando capuzes e tochas há duas semanas, está inserida no contexto da liberdade de expressão. O ato foi feito em frente ao STF e causou repúdio por lembrar a estética de movimentos supremacistas brancos, como o grupo Ku Klux Klan. O procurador manifestou ausência de requisitos jurídicos que justificassem uma prisão da extremista no caso em questão.

Sara Giromini foi presa temporariamente na segunda-feira pela  Polícia Federal no âmbito da investigação sobre organização de atos antidemocráticos. Ela é líder de um grupo que se autodenomina "300 do Brasil", de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, que faz ataques ao Legislativo e Judiciário.