11 de julho de 2026
Brasil

Trump ameaça usar militares para conter atos contra racismo nos EUA

Por Agência O Globo |
| Tempo de leitura: 1 min
Donald Trump faz uma conferência de imprensa na Casa Branca.

Em seu primeiro pronunciamento ao público desde que começaram os protestos contra a morte de George Floyd por um policial, há sete dias, Donald Trump se autointitulou o "presidente da lei e da ordem" e anunciou que usará o Exército para conter as manifestações na capital do país. Trump ameaçou enviar militares aos estados caso os governadores não consigam controlar o que chamou de "criminosos", "anarquistas" e "terroristas internos".

— Os prefeitos e governadores devem estabelecer uma presença abrumadora das forças de segurança até que a violência tenha sido sufocada — disse Trump na Casa Branca, ao som de bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia para conter manifestantes que marchavam próximo à sede do governo. — Se uma cidade ou um estado se nega a tomar as medidas necessárias para defender a vida e e propriedade de seus residentes, então enviarei o Exército e resolverei rapidamente o problema para eles.

Não está clara a autoridade legal que Trump tem para levar adiante sua ameaça. De acordo com a emissora CNN, ele recorreria a uma lei de 1807, a Lei da Insurreição, que autoriza o presidente a usar militares dentro dos Estados Unidos para reprimir a ilegalidade, a insurreição e a rebelião.

Trump voltou a fazer ataques contra o que chamou de "extrema esquerda" e o movimento Antifa, uma coalizão frouxa de militantes antifascistas, que responsabilizou pelos saques, incêndios e atos de vandalismo ocorridos em geral à noite, depois dos atos pacíficos. Ele prometeu punir com rigor os que forem detidos durante as manifestações.

O presidente americano afirmou que está ao lado dos americanos, "devidamente enojado e revoltado com a morte de George Floyd". Mas repetiu várias vezes durante o pronunciamento que é o presidente da "lei e da ordem".