09 de julho de 2026
Brasil

'Pergunta para as vítimas', diz Bolsonaro sobre presos mortos no Pará

Por Das Agências@jornalovale |
| Tempo de leitura: 1 min
Transferências. Presos são levados de Altamira para Belém-PA

Na primeira declaração pública sobre a rebelião no presídio de Altamira (PA), em que morreram 57 pessoas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse para jornalistas perguntarem para as vítimas o que achavam do caso. Entre os mortos, 16 pessoas foram decapitadas.

"Presídio no Pará perguntem para as vítimas dos que morreram lá o que eles acham. Depois eu respondo", disse Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada, nesta terça-feira.

Esta é a maior rebelião do ano, superando a de maio, que vitimou 55 detentos em quatro locais diferentes do sistema prisional no Amazonas.

Segundo o Sistema Prisional do Pará, a rebelião começou por volta das 7h de segunda.

Um dia depois do confronto entre o CCA (Comando Classe A) e o CV (Comando Vermelho), no presídio de Altamira, no oeste paraense, que deixou 57 mortos, já foram para Belém mais quatro dos 16 detentos apontados como líderes do massacre. Edicley Lima Silva, Melzemias Pereira Ribeiro, Hildson Alves da Silva e Marcos Vinícius Nonato de Souza, o Bananada, seguem de avião para a capital paraense, onde, segundo informações do governo do Pará, serão encaminhados para outra penitenciária até determinação de nova transferência para outro estado.

Segundo entendimentos do governador Helder Barbalho com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, dez desses 16 detentos serão transferidos para penitenciárias federais. Até o momento, já foram realizadas sete transferências. A expectativa é de que outros nove detentos embarquem ainda hoje para a capital paraense, e os 30 restantes seguirão para outras unidades prisionais..