O presidente da República, Jair Bolsonaro, justificou nesta quarta-feira que o contingenciamento determinado aos ministérios da Educação e da Cidadania são necessários e voltou a repetir que, se não fizesse isso, poderia sofrer impeachment e disse que pegou o país quebrado.
Quando deixou o Palácio da Alvorada, em Brasília, o presidente afirmou não ser adepto do contingenciamento, mas que "entre a crítica e o impeachment, fico com o contingenciamento", disse.
Na terça à noite, o governo publicou edição extra no Diário Oficial da União na qual distribui entres órgãos do Executivo o contingenciamento de R$ 1,4 bilhão anunciado semana passada. "O que tenho a dizer a vocês? Se eu não fizer isso, eu vou para o impeachment, pô. Não vamos pedalar, não vamos descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal", declarou.
Bolsonaro disse estar trabalhando para aumentar a confiança do setor privado no país e, assim, expandir investimentos e melhorar a economia. Ele participou no período da manhã da assinatura do contrato de concessão dos trechos central e sul da Ferrovia Norte-Sul, em Anápolis, Goiás. A empresa Rumo Logística maior operadora logística com base ferroviária independente do Brasil, fará a operação.
Ao iniciar seu discurso no evento de assinatura do contrato de concessão dos trechos central e sul da Ferrovia Norte-Sul, Bolsonaro afirmou que o país inteiro, inclusive os Estados e municípios, ainda enfrentam dificuldades econômicas. "Nós, chefes do Executivo federal e dos executivos estaduais, estamos nessa saparia na lagoa respirando por um canudinho de junco", disse.
O presidente ressaltou também que a confiança entre os setores é importante para fazer com que o Brasil "dê certo". "Maior prova de que o Brasil pode dar certo é a confiança entre nós, eu confio em cada um dos 22 ministros que indiquei, são pessoas maravilhosas. Ninguém teve os ministros que eu tenho no momento, que querem buscar soluções para o país", disse.
Aos empresários, Bolsonaro afirmou que eles estão acreditando no Brasil. "Essa obra aqui não é para empreiteiros, é para empreendedores", disse. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que o governo está fazendo uma "revolução ferroviária" no País e que pretende continuar investindo, por meio de parcerias privadas, cada vez mais no setor..