11 de julho de 2026
Brasil

'EUA precisam fazer mais', diz Trump após dois massacres no país

Por Agência Brasil@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Massacre. Policiais investigam atentado nos Estados Unidos durante o último final de semana

Após ser fortemente criticado na sequência de dois massacres a tiros ocorridos no último fim de semana nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump se manifestou sobre os incidentes que deixaram 29 mortos.

Após se defender afirmando que seu governo já fez muito para impedir ataques, ele admitiu que talvez seja preciso fazer mais.

"O ódio não tem lugar no nosso país", afirmou. Até então, ele havia apenas publicado uma confusa série de tuítes expressando apoio às vítimas, ao mesmo tempo em que promovia uma luta de MMA e lançava críticas a seus adversários políticos.

O massacre em um supermercado da rede Walmart em El Paso, no Texas, matou ao menos 20 pessoas no sábado. Outro ataque ocorrido horas mais tarde numa área de vida noturna em Dayton, Ohio, deixou mais nove mortos.

Os indícios de que o ataque no Texas teria motivação racial levou opositores democratas a jogarem a culpa sobre a retórica anti-imigração de Trump que, segundo afirmam, fomenta um clima de ódio e de violência contra os migrantes.

Em seu pronunciamento, o presidente dos EUA tentou se defender das críticas dizendo que seu governo tem feito mais do que os de seus antecessores para lidar com a questão, mesmo após a série de ataques no país.

"Fizemos muito mais do que os outros governos", afirmou, sem dar exemplos. "Fizemos muito, na verdade. Mas talvez precisemos fazer ainda mais", frisou ele.

Trump ignorou perguntas sobre um manifesto anti-imigração escrito pelo atirador de El Paso, cuja linguagem se assemelha à retórica que ele mesmo utiliza, e evitou mencionar a controvérsia sobre as leis de armas no país.

Ele ainda atribuiu os massacres a uma combinação entre ódio e problemas mentais, afirmando que, em ambos os casos do fim de semana, os atiradores são pessoas "com doenças mentais muito graves".

Também ressaltou que esse problema já ocorre há muitos anos: "Temos que acabar com isso", afirmou. Antes, ele havia dito que os massacres foram "atos de covardia".

INVESTIGAÇÃO.

Crimes de ódio, terrorismo doméstico. São essas as suspeitas exploradas pelas autoridades norte-americanas depois dos tiroteios ocorridos no último fim de semana. A expressão crime de ódio foi empregada pelo governador do Texas, Greg Abbot, para descrever os acontecimentos de sábado em um supermercado de El Paso.

A polícia citou um manifesto, supostamente redigido por Crusius, cujo teor reforça a tese de crime racial - num texto de quatro páginas publicado no fórum 8chan, habitualmente utilizado por extremistas. O texto diz que o ataque seria "uma resposta à invasão hispânica do Texas", além de uma declaração de apoio ao autor do massacre de março em mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia.

O próprio FBI afirmou que o ataque de sábado "mostra a contínua ameaça colocada por extremistas violentos domésticos e autores de crimes de ódio". A Polícia Federal dos Estados Unidos manifestou preocupação com o risco de ações como a de El Paso, que poderiam inspirar outros extremistas..