O MPF-DF (Ministério Público Federal no Distrito Federal) entrou com ação civil pública contra a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.
A ação do MP pede por análise de critérios técnicos para o cargo, sem citar laços de parentesco. "Não pode ser qualquer mérito ou qualquer serviço a justificar a indicação do cargo, mas sim méritos e serviços relacionados à função que se irá exercer", diz o documento.
O texto ainda compara currículos dos embaixadores anteriores com o do filho de Jair Bolsonaro, destacando que Eduardo só tem 4 meses de experiência na área de relações exteriores -ele é o presidente da Credn (Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional) da Câmara dos Deputados.
A ação ainda diz que o posto em Washington é 1 dos mais importantes da diplomacia brasileira, e que há "perigo do dano caso se efetive a indicação de pessoa sem a preparação adequada para estabelecer intensas negociações com agentes estrangeiros".
Os procuradores também afirmam que a escolha de pessoas sem condições técnicas como diplomatas já ocasionou repercussão negativa, como a indicação do embaixador em Cuba durante o governo Lula.
Em uma nota divulgada nesta segunda-feira, o Ministério Público diz que o pedido foi motivado pelo grande número de representações que foram protocoladas no órgão questionando a possível indicação de Eduardo. O documento foi enviado à 16ª Vara de Justiça.
A indicação de Eduardo Bolsonaro ainda precisa ser formalizada ao Senado Federal, que fará a sabatina com o postulante e decidirá, em votação secreta, se aprova ou não..