No papel há cinco anos, o PDUI (Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado) só começou a ser produzido em julho deste ano, contra a expectativa da RMVale de anunciar o início dos trabalhos há mais de um ano, em junho de 2020.
A previsão era do atual presidente do Conselho da RMVale, Vitor de Cássio Miranda, Vitão (PSDB), prefeito de Paraibuna.
Segundo ele, a primeira medida para a criação do PDUI seria a contratação, por meio de certame, de uma série de profissionais para atuar na estruturação do plano de desenvolvimento. A admissão deve incluir arquitetos, engenheiros e advogados. As primeiras ações também poderiam abranger a realização de parcerias com universidades.
“Estamos aguardando o sinal verde do governo, houve já uma sinalização no orçamento, já está previsto o recurso. A vontade nossa é que dê início”, afirmou Vitão na época.
No entanto, a pandemia obrigou o novo cronograma e o PDUI só começou a sair do papel em julho de 2021, segundo a Agemvale (Agência Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), mas acabou novamente paralisado.
A expectativa é que o PDUI seja retomado ainda no segundo semestre deste ano. O plano é feito em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, com apoio da Agemvale.
O PDUI é uma espécia de plano diretor da região, que permitirá planejar a RMVale pelas próximas décadas, apontando áreas estratégicas para investimento. Com isso, a região e o governo estadual poderão buscar recursos nacionais e internacionais.
No geral, o PDUI deve custar mais de R$ 4 milhões e, até o ano passado, ao menos R$ 1,5 milhão já estavam garantidos pelo governo estadual para o início do plano.
Considerado prioritário para a Agemvale, o Plano de Desenvolvimento Urbano vai definir diretrizes, projetos e ações para orientar o desenvolvimento de projetos na região.