O Vale do Paraíba registra queda de 76% na taxa de mortalidade por Aids no período de 24 anos, segundo levantamento da Fundação Seade a partir de estatísticas do Registro Civil.
Em 1995, o Vale estava entre as cinco regiões do estado de São Paulo com as maiores taxas de mortalidade por Aids, todas acima de 20 óbitos por 100 mil habitantes: Vale (23,7), Ribeirão Preto (34,6), Grande São Paulo (26,1), São José do Rio Preto (24,7) e Barretos (24,3).
Outras sete regionais superavam o patamar de 10 óbitos por 100 mil. Em três, as taxas ficaram entre 5 e 9,9 óbitos por 100 mil e somente em uma região o valor foi inferior a 4,9 por 100 mil.
Passando para 2019, a situação é bem diferente e a taxa do Vale despencou para 5,5 óbitos por 100 mil habitantes em decorrência da Aids, uma queda de 76,7%.
Outras regiões também reduziram: Baixada Santista (7,6), Barretos (5,7), Araraquara (5,5), São José do Rio Preto (5,2) e Ribeirão Preto (5,1). As demais 11 regionais paulistas apresentaram taxas inferiores a 4,9 óbitos por 100 mil.
“Em 2019, os patamares alcançados estiveram em níveis bem mais baixos do que os registrados no ano de pico (1995)”, informa o Seade.
Na avaliação da fundação paulista, a queda da mortalidade foi possível devido ao "tratamento com antirretrovirais e monitoramento dos portadores de HIV", o vírus causador da Aids, doença que não tem cura.
Entretanto, o Seade aponta que ainda é preciso “especial atenção aos grupos mais susceptíveis a contrair o HIV e desenvolver a Aids, como jovens, homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas injetáveis e profissionais do sexo, que devem ser os principais focos de ações preventivas a serem intensificadas”.