11 de julho de 2026
Tóquio-2020

Olimpíadas da diversidade: nenhuma outra edição carregou tantas bandeiras em favor das minorias

Por Marcos Eduardo Carvalho |
| Tempo de leitura: 2 min
O ponteiro Douglas Souza, ex-Taubaté e da Seleção Brasileira

As Olimpíadas de Tóquio acontecem em um momento atípico. Afinal de contas, com a pandemia da Covid-19, foi adiada em um ano e, além disso, não pode contar com a presença de público.

Por um lado, se vive esse momento triste. Por outro, os Jogos de Tóquio-2020 também podem ser lembrados como os Jogos da Diversidade.

Até hoje, nenhuma edição olímpica carregou tantas bandeiras em favor das minorias e das pessoas que são mais discriminadas na sociedade, especialmente a comunidade LGBTQIA.

Antes mesmo dos Jogos começarem já existia uma pré-disposição do COI (Comitê Olímpico Internacional) em incentivar a igualdade e a inclusão de todas as partes.

“Os Jogos Olímpicos vão unir o mundo em toda a nossa diversidade Eles vão mostrar que somos mais fortes juntos em toda nossa solidariedade", disse Thomas Bach, presidente do COI antes de começarem as Olimpíadas.

Para se ter uma ideia, nos Jogos de Tóquio, 48,8% de todos os atletas são mulheres, o maior número da história.

Outra novidade: desta vez, as delegações puderam indicar dois porta-bandeiras, um homem e uma mulher, como símbolo da diversidade e também da igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Pelo Brasil, a judoca Ketleyn Quadros e o levantador do vôlei Bruninho carregaram, juntos, a bandeira do Brasil, em um momento histórico.

A intolerância religiosa também foi tema de lembrança nas Olimpíadas. No futebol masculino, o brasileiro Paulinho, autor de um dos gols contra a Alemanha, na estreia, comemorou o seu gol com o gesto que simboliza a flecha de Oxóssi, o orixá das matas.

Foi também uma maneira de lembrar que, no país, ainda existe muito preconceito contra religiões, especialmente as de origem africana.

E, por que não, citar o skate, que este ano compete nas Olimpíadas pela primeira vez, rendeu duas pratas ao Brasil? Durante muitos anos, o esporte também foi marginalizado no país. Agora, é motivo de orgulho.

DEFESA DA CAUSA.

O ponteiro da seleção brasileira de vôlei, Douglas Souza, que até esta última temporada jogava no Vôlei Taubaté, é homossexual assumido e nestes Jogos Olímpicos vem sendo bastante ativo na luta pela causa LGBTQIA. "Eu sou a prova viva de que um LGBT pode jogar em alto nível como um hétero, sem problema nenhum. A gente precisa levantar essa bandeira em busca de igualdade", disse antes das disputas.

AS Olimpíadas têm até mesmo uma atleta transgênero, da Nova Zelândia, no halterofilismo, a primeira da história dos Jogos.