08 de julho de 2026
Federica Fochesato

Termoelétricas e mobilidade urbana

Por Federica Fochesato, ciclista e educadora em São José dos Campos |
| Tempo de leitura: 1 min

Em meio à crise climática têm enorme significado as polêmicas sobre a possível instalação de termoelétricas em São José dos Campos. Vem ganhando força popular - ainda bem - o questionamento acerca deste tipo de empreendimento que evoca um gigante atraso diante das urgências para se reduzir as emissões de poluentes.

A pauta em torno do tema é extensa e, mais uma vez, esquivando-se do amplo debate público para a tomada de decisões que envolvem a cidade, a PMSJC se apressou em lançar narrativas querendo convencer sobre a necessidade das termoelétricas. E, de narrativas em narrativas, geram-se distorções também em outros essenciais campos do dia a dia, como o da mobilidade urbana, por exemplo.

O prefeito Felicio Ramuth, em uma de suas falas em defesa à termoelétrica, num dado momento comenta sobre o excelente caminho que representa a eletrificação da frota de veículos. Pois bem. Estamos atrasados em também discutir o seguinte: carros elétricos não minimizam os graves acidentes de trânsito que tanto impactam a saúde pública. Muito menos abrem espaço para que pedestres, ciclistas e, acima de tudo, o transporte coletivo, sejam tratados com dignidade. Carros elétricos não poupam a derrubada de vegetação para que mais obras rodoviaristas sejam feitas. Além disso, seguirão demandando também enormes áreas públicas para seus estacionamentos.

É fato: carros elétricos seguirão mantendo blindada a "carrocracia" joseense causadora de inúmeros impactos socioambientais. Hoje, a poluição do ar é apenas um deles.