O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira que é “impossível” fazer uma reforma tributária ampla, de uma só vez. Ele defende uma reforma fatiada, dividida em fases, e com adesão voluntária de estados e municípios.
— Eu acho impossível fazer a reforma tributária de uma só vez. Acho que a gente tem que se orientar por etapas — disse o ministro, em debate no Senado sobre a proposta de reforma ampla que está em discussão na Casa, acrescentando:
— Toda longa caminhada e toda visão ampla exige primeiros passos, que pode ser essa visão (de reforma) por etapas.
Após desabafo sobre a forma como a equipe econômica tem lidado com a reforma tributária que unifica os impostos sobre consumo de bens e serviços, o relator da proposta ampla de reforma, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), disse que apresentará seu parecer “de forma impreterível” na próxima semana. Esse texto não tem apoio do governo.
O ministro afirmou que prefere não ter reforma do que aprovar uma que piore o ambiente econômico, mas acredita que as resistências sejam seletivas. “Piorar”, para o ministro, representa “majorar impostos”, “tributar quem não possui capacidade contributiva” e “prejudicar os demais entes federados”.
— Quero deixar claro. Prefiro não ter uma reforma tributária do que piorar. Só que tem muita gente gritando que está piorando, mas é quem vai começar a pagar. Temos que ver se vai piorar mesmo ou não. Se for piorar, eu prefiro não ter — disse.
Guedes disse que nunca se “atreveu” a tirar o ISS dos municípios e cobrou os estados sobre o ICMS.