09 de julho de 2026
Ideias

Christina Ribeiro - É preciso encarar a finitude de frente

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| Tempo de leitura: 2 min

Christina Ribeiro*

A morte, ainda um tabu entre a sociedade brasileira, deve ser encarada como um processo natural, com total respeito ao paciente. Precisamos falar sobre isso!

Pacientes com doenças graves ou incuráveis merecem e precisam de qualidade de vida. Por isso, a importância dos cuidados paliativos e da humanização nesse período, sobretudo durante a finitude.

A paliação consiste, principalmente, no acolhimento e no respeito à biografia do paciente. Afinal, cada pessoa é única! “Prevenir e aliviar a dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais, bem como auxiliar aos familiares a lidar com a situação”, como bem define a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Apesar de ainda ser desconhecido por muitos, o tema não é novidade. Os cuidados paliativos surgiram oficialmente como prática distinta na área da atenção em saúde na década de 1960, no Reino Unido, tendo como pioneira a médica Cicely Saunders.

De lá pra cá, já tivemos avanços significativos no Brasil, inclusive com instituições focadas em oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte – caso da Humana Magna, uma instituição focada em Reabilitação, Longa Permanência e Finitude, com duas unidades na cidade de São Paulo e com plano de expansão para todo o Brasil, que oferece estrutura física adequada e acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

No entanto, é preciso ir além: é necessário encararmos a morte de frente! Hoje em dia, inclusive, é possível preparar as diretivas antecipadas de vontade do paciente. De acordo com a Resolução 1995/2012 do Conselho Federal de Medicina (CFM), o documento garante o direito do indivíduo de decidir previamente a quais cuidados quer ser submetido no final da vida.

Pensar em morrer com dignidade é tão importante quanto pensar em viver!

*Médica especialista em transição de cuidados da rede Humana Magna de Saúde