10 de julho de 2026
Polícia

Deputada Joice Hasselman presta depoimento sobre agressão na Polícia Civil do DF

Por Agência O Globo |
| Tempo de leitura: 4 min
A deputada Joice Hasselman

A deputada Joice Hasselman (PSL-SP) prestou depoimento à Polícia Civil nesta segunda-feira para relatar a agressão sofrida por ela na semana passada. Joice afirmou que entregou à polícia um objeto encontrado na sala de sua casa e que não pertenceria a ninguém de seu círculo. A deputada não quis dizer qual é o objeto. Segundo ela, a polícia realizará uma perícia em sua residência e também em seu carro.

Joice afirmou que relatou à polícia tudo que já havia ditou à Polícia Legislativa e ao Ministério Público, inclusive citando as duas pessoas das quais suspeita,  e que acrescentou informações novas, mas não detalhou quais. Após o depoimento na 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte, em Brasília, a deputada seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) para se submeter a exames. Joice disse à imprensa que um dos exames solicitados pela polícia pretende verificar a existência de algum tipo de material genético de outra pessoa sob suas unhas.

Joice Hasselman relatou a agressão pela primeira vez à colunista Bela Megale na última quinta-feira. Na ocasião, Joice contou que acordou no domingo sobre uma poça de sangue, sem se lembrar o que tinha acontecido. A deputada sofreu cinco fraturas na face e uma na coluna.

— Entregamos à polícia um objeto que foi encontrado dentro da minha casa, que é um objeto que não pertence a ninguém. A nenhum dos meus funcionários, nem a mim e nem ao meu marido. Já está nas mãos da polícia. E quando encontramos o objeto tinha cinco testemunhas em casa e foi logo depois da coletiva, por pouco vocês não encontraram o objeto lá, foi logo na saída de vocês — afirmou Joice.

Minutos depois, no entanto, a deputada afirmou que o objeto foi encontrado antes da coletiva de imprensa de seu marido Daniel França, realizada no domingo.  A deputada negou que o objeto estivesse sujo de sangue e disse que não se trata de instrumento cortante ou algo do gênero.

—  É apenas um objeto que comprova que de alguma forma alguém esteve lá. Se foi antes, se foi depois, se foi em outro momento, se tem ligação com o caso, aí a polícia que vai me dizer. Eu também não estou dizendo que tem. Só que é absurdamente estranho aparecer um objeto que não tem qualquer relação comigo, com minha família, com meus filhos e com meus funcionários dentro da sala da minha casa. É absolutamente estranho.

Na 2ª DP, a deputada também registrou um boletim de ocorrência contra o senador Styvenson Valentim por injúria, calúnia e difamação. O registro se deu por conta de uma live na qual o senador, segundo Joice,  afirmava que a parlamentar havia usado drogas. A deputada afirmou que também levará o caso ao Conselho de Ética do Senado.

— Não vou aceitar canalhas como ele ou qualquer outro fazendo qualquer tipo de ilação — disse ela afirmando ainda que o senador estaria seguindo um roteiro.  — Ele está seguindo exatamente a narrativa que me disseram que o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) faria. Que eu sofri acidente por uso de alguma substância entorpecente. É ele fazendo o serviço que provavelmente o Planalto mandou fazer.

A deputada disse ainda que vai abrir uma notícia crime no Ministério Público contra o chefe do GSI, general Augusto Heleno,  seja ouvido.

— General Heleno foi ao Twitter inclusive debochar da situação, então deixa que ele se explique. Eu quero saber — disse.

A deputada disse ainda que pretende registrar boletins de ocorrência contra outros parlamentares que estariam fazendo ilações nas redes socias, mas não disse quais. De acordo com ela, há uma preocupação em guardar provas das publicações desses políticos nas redes sociais para embasar sua denúncia.

Joice disse ainda que a única opção que descarta é que tenha sido vítima de uma tentativa de assalto. A deputada voltou a mencionar que considera que pode ter sido alvo de uma violência política.

— Eu sinceramente acho que é alguém que me odeia muito por algum motivo e quis me dar um belo de um susto. Eu já sofri muitas ameaças para parar. Ameaças verbais, ameaças de estupro — relatou. — Talvez tenha sido um recado mais  duro do tipo: somos capazes de ir além, mas o recado foi entendido, compreendido, mas eu não vou fazer o que eles querem. Eu não vou me acovardar e pronto. Se alguém que me odeia, porque eu tenho divergências políticas com lado A, B ou C da política, ou por algum outro motivo, não sei. Mas certamente isso não é coisa de alguém que tem estima por mim.