09 de julho de 2026
Brasil

SP permitirá que grávidas e puérperas tomem segunda dose da Pfizer após primeira etapa com AstraZeneca

Por Agência O Globo |
| Tempo de leitura: 2 min
Observação. Mulheres têm estado de saúde monitorado após aplicação de vacina da AstraZeneca

O estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira que as gestantes e puérperas que iniciaram esquema vacinal com o imunizante da AstraZeneca devem buscar postos de saúde para receber a segunda etapa com a vacina da Pfizer.

A aplicação deve ocorrer na data prevista anteriormente para a segunda dose com o imunizante da AstraZeneca.

"A partir do dia 23, todas as gestantes que receberam a primeira dose da AstraZeneca, podem ser vacinadas com a segunda dose da Pfizer", diz Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.

A decisão está de acordo com uma definição recente da Prefeitura do Rio, que permite que as gestantes também completem o esquema vacinal com a vacina da Pfizer.

A AstraZeneca foi suspensa para o uso em gestantes brasileiras pelo Ministério da Saúde, em maio, após a morte de uma grávida de 35 anos por um AVC. A gestante havia tomado o imunizante desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford.

Presente na reunião, a presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), Rossana Pulcineli Vieira Francisco, afirmou que vê o anúncio com "muita alegria". Ainda hoje, mais cedo, a organização recomendou que o esquema vacinal das gestantes fosse concluído com Pfizer ou CoronaVac. O estado optou pela primeira opção.

"Temos que fazer uma análise de risco. Neste momento, a mortalidade pela Covid-19 é muito superior a qualquer risco teórico da vacina. Temos a certeza que deixar essas mulheres  desprotegidas por períodos de até 10 meses, fica uma incoerência muito grande (em relação) ao nosso apelo à população que faça a segunda dose", afirmou Rossana.

Municípios sem registro de óbitos

A gestão estadual pontuou que 288 municípios de São Paulo não registraram óbitos por Covid-19 na última semana. Trata-se de um número que representa 44% do número de cidades em São Paulo.

O secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, atribui o bom desempenho desses municípios ao avanço da imunização do estado.

Há, porém, uma preocupação em relação à população que não foi receber a segunda dose da vacina. De acordo com cálculos da pasta da Saúde, 642 mil paulistas estão com o esquema em atraso. A etapa é fundamental para chegar a uma imunização robusta e completa contra a Covid-19.

"Faço a solicitação que todos olhem sua carteira vacinal e, idependente da vacina, refaçam seu esquema vacinal", afirma Regiane de Paula.