Passados quase três meses da assinatura da ordem de serviço, as obras de duplicação do viaduto do Cidade Jardim ainda não começaram a sair do papel. Por enquanto, não há nenhum sinal de atividade de funcionários do Consórcio ED-MOB, que é formado pelas empresas Enpavi e DP Barros e receberá R$ 14,33 milhões pela obra.
A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Ortiz Junior (PSDB) no dia 12 de março. Naquela data, o tucano afirmou que a obra começaria em 15 dias. "É o prazo de instalar o canteiro e começar".
Até agora, no entanto, só uma coisa foi feita: a instalação de duas placas, uma em cada ponta do viaduto, com informações sobre a obra. As placas dizem que a obra teve início no dia 26 de março e que será concluída em 26 de junho de 2020 - ou seja, 15 meses depois.
Um dos motivos para o atraso no início da obra é curioso: quando a ordem de serviço foi assinada, o projeto só contava com a autorização da concessionária CCR Nova Dutra, mas ainda faltava a liberação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Essa liberação só foi concedida por meio de uma portaria em 2 de maio, publicada na edição de 6 de maio do Diário Oficial da União.
Mesmo assim, um mês após a liberação, nada de obra. A situação gerou reclamações de moradores e também de vereadores. Na sessão da última segunda-feira, a Câmara aprovou um requerimento da parlamentar Graça (PSD) para cobrar explicações do governo Ortiz sobre o atraso.
À reportagem, a gestão tucana alegou que a obra já teve início, "com a montagem do canteiro de obras em uma área próxima ao local e a preparação das estruturas pré-moldadas que vão compor o viaduto". Nas redes sociais, no entanto, o prefeito afirmou que o consórcio ainda "está fazendo a sondagem do terreno para o canteiro de obras".
Prometida por Ortiz ainda na campanha de 2012, a obra chegou a ser anunciada em 2014, mas só agora irá sair do papel.
O viaduto atual tem apenas oito metros de largura e é considerado um dos principais gargalos do trânsito taubateano. O novo viaduto vai ter 24 metros de largura, divididos em duas pistas com 9 metros cada e 3 metros de passagem de pedestres. A ideia é aproveitar a estrutura do viaduto atual para complementar a sustentação das duas novas pistas. Desta forma não haverá necessidade de interdições.
O pacote inclui também a construção de novos acessos no km 111 (Rodovia Oswaldo Cruz) e no km 113 (Habib's) da Via Dutra. A obra, que será custeada com recursos do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina)..