11 de julho de 2026
Brasil

'Lava Jato não usa a lógica de que os fins justificam os meios', garante Dallagnol

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Na defensiva. Deltan Dallagnol

DEFESA. Os procuradores da Lava Jato não operam sob a lógica de que os fins justificam os meios, disse nesta segunda-feira o coordenador da força-tarefa da operação em Curitiba, Deltan Dallagnol, em resposta à divulgação de supostas mensagens entre os promotores e Dallagnol e o então juiz da Lava Jato na capital paranaense, Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.

Em vídeo divulgado por meio de suas redes sociais, o coordenador da Lava Jato também classificou como "teoria da conspiração que não tem base nenhuma" a ideia de que a Lava Jato é partidária e afirmou que as provas do caso do tríplex, que levou à condenação e prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, são robustas.

"Nós da Lava Jato nunca lidamos, nunca caminhamos com a lógica de que os fins justificam os meios. Não. Essas acusações feitas não procedem e a origem delas está ligada ao ataque criminoso realizado", afirma Dallagnol no vídeo.

Ao rebater a acusação de que a Lava Jato é partidária, o coordenador da força-tarefa argumentou que o MP acusou políticos de vários partidos e que a equipe no caso foi formada antes de aparecer o primeiro nome de político na investigação. "É muito natural, é normal, que procuradores e advogados conversem com o juiz mesmo sem a presença da outra parte. O que se deve verificar é se nessas conversas existiu conluio ou quebra de imparcialidade"..