O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça para insistir no afastamento cautelar do vereador Bilili de Angelis (PSDB), de Taubaté, que é réu por improbidade administrativa por suposto envolvimento em um esquema para 'furar fila' de exames e consultas na rede pública de saúde.
Esse pedido já havia sido feito à Vara da Fazenda Pública de Taubaté, mas acabou negado no último dia 20 de maio.
No recurso ao TJ, a Promotoria também insiste também para que técnicos do MP sejam autorizados a extrair informações contidas na memória dos computadores do gabinete de Bilili.
Para justificar os pedidos, a Promotoria alegou que o vereador pode tentar obstruir o processo, citando que o tucano noticiou que o notebook da Câmara que ficava à disposição dele - e que era alvo de um pedido do MP - foi furtado.
O recurso será analisado pela 3ª Câmara de Direito Público, que é formada por três desembargadores. No dia 29 de maio, Encinas Manfré, que é o relator, negou a liminar solicitada pela Promotoria.
FURA FILA.
Segundo a denúncia do MP, o esquema é encabeçado por Bilili e conta com a participação de mais seis pessoas, entre assessoras do parlamentar e funcionárias da Secretaria de Saúde do Estado e do Hospital Regional. Em maio, os sete citados viraram réus por improbidade administrativa. O MP diz que o esquema para agilizar o agendamento de procedimentos de saúde foi montado em 2013 em troca de dividendos eleitorais. Bilili, que está com os bens bloqueados até o limite de R$ 836 mil (valor que representa 100 vezes o salário dele como vereador), nega as acusações, mas a Promotoria diz que duas das rés confessaram a participação no esquema - uma ex-assessora do vereador e uma ex-funcionária do HR..