O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na manhã de hoje aos seus advogados estar surpreso com o grau de "promiscuidade" da relação entre os integrantes da operação Lava Jato e o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, após a divulgação de conversas pelo site The Intercept Brasil no último domingo.
Em reunião com seus defensores, ele ratificou que já sabia do suposto conluio entre seus acusadores e seu julgador, mas ressaltou que não esperava que isso se tornasse público tão rapidamente.
"A verdade fica doente, mas não morre nunca", disse Lula, segundo o seu advogado.
O advogado José Roberto Batochio esteve com Lula por cerca de duas horas na carceragem da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), onde o ex-presidente está preso desde abril de 2018 por conta de uma acusação de corrupção feita pela própria Lava Jato. O advogado Cristiano Zanin, que também defende o ex-presidente, participou da visita.
Zanin explicou que o teor das conversas deve ser usado por recursos que a defesa do ex-presidente apresentará à Justiça em busca de sua liberdade. Ele disse que a estratégia para apresentação desses recursos ainda está em discussão pela equipe que defende Lula. Segundo apuração do blogueiro Jamil Chade, do UOL, a defesa já definiu que usará as conversas no processo que será levado ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU..