Saudar o passado e viver de nostalgia nunca foi o desejo de Dinho Ouro Preto para o Capital Inicial. Marcado pelo peso da história em representar o rock brasileiro, olhar para frente é sinônimo de sobrevivência para o Capital.
"Estamos aqui há décadas. Sempre vamos honrar nosso passado e apresentar grande parte disso ao vivo. Mas o que faz meu coração bater mais rápido é estar sempre pensando no projeto seguinte", afirmou Dinho Ouro Preto, em entrevista exclusiva ao OVALE.
O Capital Inicial mostrou sua cara nova ao subir ao palco do Clube de Campo Luso, em São José dos Campos, nesta sexta-feira, apresentando seu mais recente trabalho, o disco "Sonora", lançado no final do ano passado.
"Sonora" foi o primeiro disco de inéditas do Capital Inicial depois de seis anos de jejum musical.
Um período de reflexão para uma banda que, em quase 40 anos de existência, nunca havia ficado tanto tempo sem lançar nada.
"Uma banda veterana como a gente, acaba criando uma sonoridade particular. O que, por sua vez, pode ser traiçoeiro na medida em que você pode acabar se repetindo. É como se houvesse uma zona de conforto, de pouco risco, onde você se sente à vontade" afirmou Dinho.
SONORA.
Desafiar o ostracismo foi o plano de ataque do Capital Inicial ao criar o "Sonora". O disco foi produzido por Lucas Silveira, músico da Fresno, banda contemporânea ao Capital Inicial.
"Nos procuramos o Lucas porque queríamos sangue novo, ideias frescas e direções inesperadas. Acredito que ele trouxe uma vitalidade, uma visceralidade, um frescor ao Capital", completa o vocalista.
O disco "Sonora" conta com parcerias com bandas como CPM 22, Far From Alaska e Scalene. O Capital Inicial fez um lançamento homeopático, lançando uma música a cada mês até completar o lançamento do disco e sua turnê por todo o Brasil em 2019.
"Eu gostaria que o Capital pudesse estar sempre apresentando coisas que surpreendessem as pessoas. Gosto de novidades, de bandas brasileiras", disse.
Mesmo sentindo um orgulho da marca que o Capital Inicial deixou na história, Dinho acredita que o segredo para a longevidade é sempre buscar novos horizontes musicais e sempre lançar novos projetos musicais.
"Ao longo do tempo, vamos intercalar projetos que celebram o nosso passado, com comemorações, ou discos ao vivo, com os projetos novos. Nos já realizamos muito, mas gosto de pensar que melhor ainda está por vir. A maneira como encaro o futuro é procurando ouvir o que a garotada está tocando e produzindo. É preciso ficar antenado", finaliza Dinho..