11 de julho de 2026
Economia

Salário médio na RMVale cresce abaixo da inflação e carreiras perdem vagas

Por Xandu Alvesxandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reação. A média de vagas abertas na RMVale registrou aumento

O salário médio no Vale do Paraíba subiu menos do que a inflação nos quatro primeiros meses do ano. No período, o valor chegou a R$ 2.156,33, contra R$ 2.086,02 no primeiro quadrimestre do ano passado, alta de 3,37%.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses, a partir de abril, foi de 4,94% segundo o índice apurado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país.

Além do rendimento abaixo do aumento do custo de vida, o saldo das carreiras que empregaram no Vale foi negativo entre janeiro e abril, registrando -127 postos de trabalho, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.

No primeiro quadrimestre do ano passado, o saldo das carreiras foi de 2.381.

Na avaliação do economista Edson Trajano, que é pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), o setor industrial reduz os salários por causa da crise econômica.

"A média salarial da indústria, no final de 2017, estava em R$ 5.100. De lá para cá, as fábricas demitiram trabalhadores e contratam pessoas ganhando menos, O risco de perder emprego continua alto", disse o economista.

INDÚSTRIA.

Foi justamente a indústria o setor que mais sentiu o golpe da retração econômica, ainda longe de arrefecer.

No ano passado, no primeiro quadrimestre, a profissão que mais empregou na região foi a de alimentador de linha de produção, cargo comum no segmento industrial do Vale.

A carreira gerou 1.210 empregos, com média salarial de R$ 1.442,52.

CARREIRAS.

Neste ano, de janeiro a abril, a carreira caiu para o segundo lugar das que mais geraram postos de trabalho e o salário médio foi de R$ 1.439,84, queda de -0,19%.

Quem mais empregou no quadrimestre foi a carreira de professor, com 1.015 empregos, mas abaixo do saldo do mesmo período do ano passado, de 1.191. O salário médio aumentou 5,56%, de R$ 1.817,50 para R$ 1.918,57.

Quinta maior empregadora do Vale entre os meses de janeiro a abril de 2018, a carreira de operador de máquinas, também do setor industrial, sumiu do 'top 5' neste ano.

No ano passado, a profissão gerou 203 empregos no Vale com salário médio de R$ 1.882,54, o mais alto do 'top 5'.

"A crise causou a precarização dos empregos, com ofertas de vagas de menor qualificação e com salários mais baixos. A indústria está passando por esse processo", afirmou Trajano.

O segundo lugar entre as carreiras com maior saldo em 2019 foi a de assistente administrativo, com 295 empregos gerados de janeiro a abril no Vale. Em igual período de 2018, a profissão não aparecia entre as cinco mais geradoras de emprego. O salário médio de assistente foi de R$ 1.549,55.

Auxiliar de escritório e faxineiro completam o 'top 5' das profissões com maiores saldos no primeiro quadrimestre de 2019, com 234 e 133 vagas, respectivamente.

Os salários médios foram de R$ 1.256,47 e R$ 1.231,01..