As seleções da Argentina e da Venezuela fazem o segundo jogo das quartas de final da Copa América nesta sexta-feira, às 16h, no Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro. Invicta na competição, a Venezuela tenta se aproveitar do mau momento da Argentina, que teve seu desempenho criticado na primeira fase, para chegar à semifinal.
A seleção Vinotinto conseguiu avançar para o mata-mata do torneio pela quarta vez nas últimas cinco edições. Contra a Albiceleste, a Venezuela tem vantagem no retrospecto recente, com dois empates e uma vitória nos últimos três jogos. A última derrota para os argentinos foi justamente nas quartas de final da Copa América Centenário, em 2016, pelo placar de 4 a 1.
Com a boa campanha no torneio, que inclui um empate com o anfitrião Brasil, o técnico Rafael Dudamel não deve promover muitas mudanças. Para o meia Seijas, que acumulou passagens por Internacional e Chapecoense, sua equipe deve se espelhar na atuação contra a Seleção Brasileira para o confronto desta sexta-feira.
"Você olha para o poderio ofensivo do Brasil e vê que conseguimos segurar o 0 a 0, aí que o ponto tem valor. O Peru levou cinco. Então temos que pegar e fazer uma boa análise, porque não é fácil marcar Gabriel Jesus, Firmino, Éverton. Sexta temos que entrar com aquela imagem do que fizemos contra o Brasil na parte defensiva".
Já a Argentina volta ao Maracanã pela primeira vez desde a final da Copa de 2014, vencida pela Alemanha. Pela décima vez nas quartas de final da Copa América, a Albiceleste tenta acabar com um jejum de quase 26 anos sem títulos.
Contra os venezuelanos, o treinador Lionel Scaloni deve fazer duas alterações na escalação titular. Sem o lateral-direito Saravia, que sente dores na região lombar, o comandante deve colocar o zagueiro Foyth para substituí-lo. Assim, Pezzella entraria na defesa. Além disso, Lo Celso pode perder a posição no meio para Acuña.
Após a vitória por 2 a 0 contra o Catar, que garantiu a classificação dos argentinos, Scaloni elogiou a atuação e afirmou ter visto uma evolução da equipe. "O meio-campo se entregou, a defesa buscava a bola dos adversários sem medo, e os atacantes pressionaram muito bem. Quando você temos compromisso, podemos fazer coisas diferentes. Estou contente, foi um bom avanço", disse.
Caso a partida desta sexta-feira termine empatada, haverá de pênaltis. Quem avançar pega nas semifinais o vitorioso do embate entre Brasil e Paraguai..