10 de julho de 2026
Brasil

Bolsonaro diz não ver problema se votação da Previdência atrasar

Por Das agências@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta sexta-feira, durante entrevista coletiva em Brasília, que não vê problema se a votação da reforma da Previdência atrasar em uma semana, na comissão especial. O colegiado em que a proposta tramita pode enfrentar dificuldades de ter quorum na semana que vem. Isso em razão das festas juninas, o que atrai os deputados de volta às suas bases eleitorais.

"Pela minha experiência de parlamentar, temos festa junina [nessas semanas]. O parlamentar fica requisitado. Se atrasar mais uma semana, não tem problema, não. Toca o barco", disse.

A proposta é prioritária para o governo Bolsonaro, mas líderes do parlamento criticam a falta de empenho do governo para conseguir apoio e votos à medida. Para ser aprovada, a PEC exige ao menos 308 votos favoráveis dos 513 deputados no total.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência está em fase de discussão e deve ser debatida por 77 inscritos. Membros da comissão tentam fazer uma força-tarefa para votar o projeto até a próxima quarta-feira dia 26.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também corre contra o tempo para que a Previdência seja levada a Plenário até antes de 18 de julho, quando se inicia o recesso parlamentar.

MORO.

Bolsonaro, voltou a abordar nesta sexta a situação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro após novo vazamento de diálogos entre ele e procuradores da Operação Lava Jato. Segundo Bolsonaro, Moro é "patrimônio nacional" e conseguiu "ponto de inflexão na corrupção" no País.

Bolsonaro também colocou novamente em dúvida a veracidade dos diálogos publicados pelo site The Intercept Brasil. "Ninguém tem certeza da fidelidade do que está publicado", disse.

Sobre a participação de Moro em audiência pública recente no Senado, Bolsonaro avaliou que o ministro saiu "mais fortalecido do que entrou". O ministro foi à Comissão de CCJ (Constituição e Justiça) da Casa na quarta-feira, dia 19, onde foi questionado pelos senadores sobre os diálogos apresentados pelo site..