10 de julho de 2026
Brasil

Damasceno é enviado do papa à festa na Colômbia

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
Amizade. Damasceno e o papa Francisco em Aparecida, em 2013; arcebispo vai representa-lo na Colômbiar

O papa Francisco designou nesta terça-feira o cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida, como seu enviado especial para a celebração do Centenário da Coroação da "Virgem del Rosário de Chinquinquirá", padroeira da Colômbia, que ocorrerá em 9 de julho, em Chinquinquirá.

A celebração coincide com as comemorações do bicentenário da independência do país. A nomeação foi publicada no L'Osservatore Romano nesta terça-feira.

Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá foi proclamada padroeira da Colômbia pelo papa Pio 7º, em 1829. No ano de 1919 foi coroada canonicamente pelo papa São Pio 10º. E em 1927, o santuário foi declarado basílica pelo papa Pio 11º.

Chinquinquirá é uma pequena cidade situada às margens do rio Suárez, na Colômbia. É também conhecida como capital da província do ocidente e capital religiosa da nação. Seu nome, na língua dos índios Chibcha, significa "povo sacerdotal".

"Saudando-o por esta designação, recordamos as palavras de Pio 12º, mais tarde repetidas por são João Paulo 2º, em junho de 1986: 'A Colômbia é um jardim Mariano, em cujos santuários domina, como o sol entre as estrelas, Nossa Senhora de Chiquinquirá'", afirmou a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em mensagem enviada ao cardeal Damasceno.

APARECIDA.

O cardeal Raymundo Damasceno Assis aposentou-se do trabalho episcopal em janeiro de 2017, deixando a Arquidiocese de Aparecida após 13 anos como arcebispo. Em seu lugar assumiu dom Orlando Brandes.

O papa Francisco aceitou, em novembro de 2016, o pedido de renúncia feito por Damasceno em fevereiro de 2012, quando completou 75 anos, conforme prevê o direito canônico.

Hoje com 82 anos, Damasceno foi nomeado o quarto arcebispo de Aparecida em 28 de janeiro de 2004, sucedendo a dom Aloísio Lorscheider, que morreu em 2007.

Ele também foi presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) entre 2011 e 2015.

Na assembleia geral da CNBB neste ano, em Aparecida, Damasceno fez um duro discurso. Disse que "manifestações exacerbadas contra a Igreja vem de dentro da Igreja"..