10 de julho de 2026
Cesta Básica

Em um ano, cesta básica do Vale sobe 167% acima da inflação, aponta Nupes

Por Xandu Alves |
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Cesta básica

O valor médio da cesta básica em julho foi de R$ 2.120,95 na RMVale, segundo pesquisa do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté).

Trata-se de aumento de 22,33% comparado ao valor de julho do ano passado, quando o preço da cesta foi de R$ 1.733,68.

O reajuste subiu 167% acima da inflação para o mesmo período, de 8,35% de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que é a inflação oficial do país medida pelo IBGE.

A diferença mostra o quanto aumentou o custo de vida na região, principalmente no setor dos alimentos.

“Alta no preço da cesta básica do Vale do Paraíba tem os produtos alimentícios respondendo por 90,04% do índice total dos produtos pesquisados pelo Nupes”, informou o órgão.

REAJUSTE

O preço médio da cesta com 44 produtos, sendo 32 de alimentação, sete de limpeza e cinco de higiene pessoal, subiu 2,03% em julho com relação a junho deste ano, passando de R$ 2.078,56 para R$ 2.120,95.

É o terceiro aumento consecutivo e o quinto do ano, com apenas dois meses de queda no valor da cesta básica.

“Julho mantém a trajetória de alta dos preços, decorrente de vários fatores, entre eles custos de produção e fatores climáticos. Para os padrões de inflação atuais é mais um aumento preocupante”, avaliou o Nupes.

As quatro cidades pesquisadas apresentaram aumento nos preços da cesta básica em julho. Caçapava tem a cesta mais cara da região, com valor médio de R$ 2.174,70, e Taubaté a mais barata, com R$ 2.056,52. Em São José, o preço é de R$ 2.079,38 e em Campos do Jordão, de R$ 2.173,18.

ALIMENTOS

De acordo com a pesquisa, os alimentos que ficaram mais caros na região foram cenoura (+28%), mamão formosa (+18,5%) e abobrinha (+18%). Na contramão, baratearam a cebola (-13%), a batata (-11,5%) e o arroz (-5,4%).

“Os produtos alimentícios do segmento de hortifrutti foram os vilões das variações de preços da cesta”, informou o Nupes. “Os fatores básicos foram os baixos níveis de chuvas e, portanto, a seca em algumas regiões produtoras de alimentos, e as baixas temperaturas que prejudicaram o cultivo e, decisivamente, alteram o nível de oferta de produtos importantes da cesta básica e reforçam a tendência de aumento nos preços da cesta básica nos próximos meses”.