REAÇÃO. O movimento de Jair Bolsonaro para radicalizar o conflito com o Congresso repercutiu no Poder Judiciário. O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Celso de Mello, cogitou, na manhã desta quarta, de possível enquadramento do presidente em crime de responsabilidade. "Essa gravíssima conclamação, se realmente confirmada, revela a face sombria de um presidente da República que desconhece o valor da ordem constitucional, que ignora o sentido fundamental da separação de poderes, que demonstra uma visão indigna de quem não está à altura do altíssimo cargo que exerce e cujo ato, de inequívoca hostilidade aos demais Poderes da República, traduz gesto de ominoso desapreço e de inaceitável degradação do princípio democrático!!! O presidente da República, qualquer que ele seja, embora possa muito, não pode tudo, pois lhe é vedado, sob pena de incidir em crime de responsabilidade, transgredir a supremacia político-jurídica da Constituição e das leis da República!", escreveu o ministro..