11 de julho de 2026
Brasil

Coronavírus: estudo diz que índice real de infectados se aproxima de 300 mil pessoas no Brasil

Por Da Redação |
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Preparação do Hospital de Campanha no ginásio do Sesi em Pelotas-RSr

O grupo Nois (Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde), que envolve PUC-Rio, Fiocruz, USP e outras instituições, divulgou uma pesquisa mostrando que o número real de casos do novo coronavírus no Brasil pode já ter chegado próximo aos 300 mil – oficialmente, são pouco mais de 23 mil casos divulgados nesta última segunda-feira. Os índices verdadeiros seriam até 12 vezes superiores ao divulgado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o grupo, apenas 8% das infecções são notificadas. A porcentagem foi obtida calculando uma taxa de mortalidade esperada, levando em conta a pirâmide etária do local estudado; e a proporção de mortos em relação aos casos com desfecho -- ou seja, se o paciente faleceu ou se recuperou. Quanto maior for a diferença entre a taxa de mortalidade esperada e a mortalidade nos casos com desfecho, maior será a subnotificação, dizem os pesquisadores.

O percentual de notificações está ainda mais baixo do que a média nacional em São Paulo (6,5%) e no Rio de Janeiro (7,2%) - os dois estados que reúnem a grande maioria dos casos do novo coronavírus.

Mesmo nos estados em que há menos subnotificação, a porcentagem de episódios reportados é menos da metade dos casos reais. Mato Grosso do Sul e Distrito Federal lideram a lista de taxa de notificação, com 27,8% e 27,6%, respectivamente, de todos os casos integrando o dado oficial.

O objetivo dos pesquisadores é, justamente, alertar para a importância da testagem em massa e do fornecimento de dados mais consistentes. "O principal problema da subnotificação é que as pessoas que possuem o vírus, mas não foram testadas podem eventualmente ter um relaxamento maior no isolamento social", afirmou o pesquisador do Nois Marcelo Prado, engenheiro da Biz Capital.

Na quinta-feira (9), o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, admitiu que os casos são subnotificados no Brasil. Até a data, 63 mil testes haviam sido realizados em todo o país e outros 127 mil estavam pendentes, de acordo com o órgão.