11 de julho de 2026
Brasil

Entidade médica apresentou a novo ministro da Saúde proposta de isolamento proporcional a mortes na região

Por Agência O Globo |
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Mercadão em Caruaru

A AMB (Associação Médica Brasileira), uma das patrocinadoras da ascensão de Nelson Teich a ministro da Saúde, defende que o isolamento comunitário seja proporcional à taxa de mortalidade em uma determinada região. A proposta já foi apresentada ao novo ministro, segundo o presidente da associação, Lincoln Lopes Ferreira.

Elaborada em um documento no início de abril, a sugestão da AMB é uma classificação de áreas "vermelhas", "laranjas", "amarelas" e "verdes". Nas últimas, não haveria necessidade de isolamento.

A depender da densidade populacional e de outras características, essas áreas podem ser bairros ou cidades, diz Lincoln Ferreira. Em cidades pequenas em que não há mortes, o isolamento não seria necessário desde que a população seja testada em quantidade suficiente.

"Se você não conhece o inimigo, não consegue combater. O cálculo (do isolamento com base na mortalidade) pode valer para Presidente Prudente, para Arthur Alvim, para uma região de Ribeirão Preto", diz Lincoln, citando cidades paulistas.

"Para obtermos a recomendação de fechar ou não um comércio ou negócio podemos considerar as seguintes variáveis: Quantidade de funcionários, porcentagem de risco aceitável (probabilidade do funcionário se infectar), probabilidade de pelo menos um dos funcionários se infectar hoje (sinal vermelho), amanhã (sinal laranja) e no período de uma semana (sinal amarelo)", diz o documento da AMB.

As diretrizes da AMB não abordam outras questões de contato social além da quantidade de pessoas trabalhando em uma empresa. A associação se reúne amanhã, segunda-feira, para debater outras condições técnicas das regras de isolamento social, entre outros assuntos.

No início de abril, o Ministério da Saúde determinou que, em localidades em que os casos da doença não tenham comprometido mais de 50% da capacidade do seus sistemas de saúde, pode haver um "distanciamento social seletivo" a partir de 13 de abril. Essa diretriz envolve a exigência também de uma estrutura de atendimento e equipamentos nos locais.