10 de julho de 2026
Economia

Embraer prepara 'voo' para mais 50 anos sem a aviação comercial

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
Aviação executiva. O Phenom 300 é o jato executivo mais vendido em sua categoria e considerado de melhor desempenho; em março, a Embraer entregou o 500º avião

A venda de 80% da Aviação Comercial da Embraer para a norte-americana Boeing deixou duas dúvidas no ar.

Primeira: os aviões comerciais da fabricante brasileira terão um mercado maior com a parceira americana?

E segunda: qual o futuro da Embraer sem a Aviação Comercial, ficando com as áreas de Aviação Executiva, Defesa e Segurança, Serviços e outros negócios?

Para os executivos da empresa, o futuro é de otimismo em ambos os cenários. Tanto para a nova companhia ao lado da Boeing --aBoeing Brasil Commercial-- quanto para a Embraer S.A, que completa 50 anos na próxima semana.

"Vamos nos readequar para focar em iniciativas inovadoras e trazer mais rápido para o mercado", disse Daniel Moczydlower, vice-presidente de Engenharia e Tecnologia.

"A Aviação Executiva está preparada para ser a principal área da Embraer", diz Gustavo Teixeira, diretor de Vendas da Aviação Executiva para a América Latina.

Embraer e Boeing vão manter cooperação tecnológica após venda da área comercial

Embraer e Boeing manterão parcerias tecnológicas mesmo após a separação da Aviação Comercial do restante da fabricante brasileira. O setor será comprado pela companhia norte-americana.

Segundo executivos da Embraer, um dos pontos da transação foi deixar o caminho livre para parcerias tecnológicas entre as duas empresas, que serão vizinhas.

A Boeing Brasil Commercial ocupará a atual sede da Embraer (Faria Lima), região sudeste de São José. E a Embraer S.A terá sua principal sede na unidade de Eugênio de Melo, na zona leste. "Desenhamos o acordo de tal maneira que possa existir cooperação tecnológica entre as duas empresas e que elas possam desenvolver tecnologia em parceria. Isso é uma mitigação da separação e maneira de continuar trabalhando. E faz todo sentido", diz Daniel Moczydlower, vice-presidente de Engenharia e Tecnologia da Embraer. "Além disso, cada uma das duas empresas será a maior fornecedora de peças e partes para a outra. Uma depende muito do sucesso da outra e, nesse contexto, faz todo sentido que a gente coopere e desenvolva tecnologias em conjunto".