Diálogos marcantes, música nesquecível e situações surreais são os ingredientes que marcam os filmes do diretor americano Quentin Tarantino.
Em seu filme "Era Uma Vez… em Hollywood", que chegou às telonas nesta semana, Tarantino entrega exatamente o que seus fãs esperam.
Seja pelas repetidas cenas e close ups de pés ou pela trilha sonora vibrante, Tarantino entrega em seu nono filme seu estilo inconfundível de uma maneira surpreendentemente nova.
Em sua forma mais madura, Tarantino consegue construir um novo universo sem pressa, com uma paciência que deixa os personagens de desenvolverem de forma natural diante à tela do cinema.
O filme, que retrata a Hollywood dos anos 1960, mostra a vida de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um ator de Hollywood que atua em filmes de faroeste e seu dublê, Cliff Booth (Brad Pitt). Ao mesmo tempo, a obra traz a história de Sharon Tate (Margot Robbie), vizinha de Dalton, personagem da vida real, que era casada com o diretor Roman Polanski.
Os dois últimos personagens, que fazem parte da realidade, tiveram suas vidas atingidas por uma terrível tragédia. Sharon Tate foi assassinada pela seita do serial killer Charles Manson, em sua casa, quando estava grávida de 8 meses.
Seguindo a tendência de seus últimos filmes, Tarantino traz para a tela o mundo real, que se choca com sua ficcção absurda.
TARANTINESCO.
Tarantino vai de sobrenome a substantivo. O diretor que iniciou sua carreira como crítico e trabalhou em uma locadora de filmes, se tornou um dos maiores produtores do mundo pelo seus registros singulares.
"O que atrai tanto as pessoas ao estilo de Tarantino é esse fascínio pelo mito. Entramos no cinema fazendo uma aposta, sabendo que o que está sendo mostrado ali é ficção pura. É um universo paralelo", explica Fábio Monteiro, especialista em cinema e historiador.
Em seus filmes, o diretor homenageia diversos universos, que em "Era uma vez...", são ainda mais claros e materializados. "É uma verdadeira homenagem à história do cinema", completa Monteiro..