08 de julho de 2026
Ideias

Serrote quente e a lei mariada penha

Por Célia ParnesSecretária de Estado de Desenv. Social de São Paulo |
| Tempo de leitura: 1 min

Aos 58 anos, dona Íris ainda carrega no corpo as marcas dos maus tratos e dos abusos sofridos nas mãos dos ex-companheiros. Ela mostra a cicatriz na perna, marcada com serrote quente pelo primeiro marido, com quem fugiu aos 13 anos para se casar. Nascida em um casebre na cidade baiana de Barras, sua mãe foi abandonada pelo pai no seu nascimento.

A mãe de dona Íris entregou-a, aos sete meses de vida, à dona de uma fazenda nas redondezas. Desde pequena, sofreu maus tratos. Mesmo sem saber ler e escrever, aos 13 anos, fugiu para se casar com um rapaz de 18 anos, com quem teve seu primeiro filho.

Grávida de seu segundo filho, teve a perna marcada por seu marido com um serrote quente.

Quando chegou em São Paulo, conheceu seu segundo companheiro. Entretanto, os abusos não pararam. Aos 39 anos, separou, e hoje mora sozinha em Carapicuíba. Felizmente, dona Íris sobreviveu para contar sua história. Em 7 de agosto, quando são celebrados os 13 anos da sanção da Lei Maria da Penha, a realidade vivida por dona Íris ainda persiste em diversos lares.

Proteger as mulheres é um compromisso do Governador de São Paulo, João Doria, que inaugurou 10 DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher) que atuam 24 horas. Ao todo são 133 DDMs no Estado. Também foi criado o aplicativo SOS Mulher.

A Secretaria de Desenvolvimento Social oferece uma ampla rede socioassistencial com 24 abrigos institucionais. É dever de todos construirmos uma cultura de paz para termos uma sociedade mais justa e igualitária. É o governo de São Paulo está fazendo a sua parte..