09 de julho de 2026
Brasil

Especialista prevê alta do combustível após ataques

Por Das agências@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Ataque. Fumaça após drones atingirem refinarias sauditas

A disparada no preço do petróleo no mercado internacional, após os ataques a unidades petrolíferas na Arábia Saudita, deve pesar no bolso do consumidor brasileiro, na avaliação do especialista Adriano Pires, do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

Segundo ele, os ataques com drones no fim de semana trarão como resultado um aumento nos preços dos combustíveis de 8% a 10% nas refinarias brasileiras. "Claro que não vai ser uma alteração imediata no preço. A Petrobrás vai monitorar a situação, avaliar a extensão da crise e, espero, tomar alguma medida quanto ao preço no final da semana", diz em entrevista ao portal R7. Para ele, esse será um teste importante, para ver qual é, de verdade, a política do governo de Jair Bolsonaro para a Petrobrás.

"Não. Sabemos que o ataque reduziu pela metade a capacidade de produção da Arábia Saudita, que responde por 10% da produção mundial de petróleo. O preço do petróleo teve seu pico de alta, o maior desde a guerra do Kuwait, em 1991. Foi algo bem similar em termos de alta do preço. Agora vamos ter de esperar para ver em quanto tempo a Arábia Saudita retoma sua produção, se os Estados Unidos vão usar seu estoque estratégico para o mercado, qual o tamanho desses estoques no mundo. O que todo mundo está se perguntando é o que vai acontecer agora. Foi colocada uma dúvida sobre a infraestrutura do país, que sofreu com o ataque de um drone. E tem também as implicações políticas. Os Estados Unidos culpam o Irã, que diz não ter responsabilidade. É uma escalada nas tensões na região".

"Com base no cenário que observamos hoje, que é a possibilidade do barril do petróleo se estabilizar em um novo patamar, de US$ 75, esse aumento nas refinarias teria de ser de 8% a 10%. Isso nas refinarias. Nas bombas o aumento é sempre menor, já que para a gasolina, além do Petróleo, tem a mistura de 27% de etanol".

SEM RISCO.

Já o presidente Jair Bolsonaro, que voltou nesta terça-feira para Brasília, após cirurgia, disse em entrevista à TV Record, no início da noite, que não há risco do aumento do preço dos combustíveis por conta da crise..