Entre as prioridades dos brasileiros, uma que ainda se destaca é a realização do sonho da casa própria. E foi com o objetivo de facilitar e tornar acessível esta conquista que o governo federal criou em 2009, o programa “Minha Casa, Minha Vida”. O projeto oferece condições atrativas para financiamento de moradias nas áreas urbanas para famílias de baixa renda (até R$ 7 mil bruto).
Mas, recentemente foi anunciado que o “MCMV” passará por reformulação. Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, uma das principais novidades é que o beneficiário terá mais liberdade para definir como será o imóvel.
Foi em 2018 que o administrador, Diego Lelis Rangel, 29 anos, realizou seu sonho: ele conquistou seu primeiro imóvel por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Na ocasião, ele foi beneficiado
com R$ 25 mil de subsídio. Seu imóvel custou R$ 135 mil. “Quando fiz o financiamento, a própria Caixa ofereceu esse benefício por causa da minha renda. E esta opção compensava muito mais do que fazer um financiamento em conjunto com o meu companheiro”, contou ele, que segue pagando as 120 parcelas acordadas.
Assim como Rangel, milhares de brasileiros já foram contemplados pelo projeto do governo federal. No entanto, quem sonha com a casa própria e vê no “MCMV” a oportunidade ideal terá que ficar de olho nas novas regras recém anunciadas.
Mudanças.
No atual formato, o beneficiário recebe a casa pronta da construtora. Já com o novo programa, que ainda não tem um nome definido, a pessoa receberá um voucher (documento que dá direito a um produto) para determinar como a obra será tocada, o que inclui a escolha do engenheiro e a arquitetura do imóvel.
O valor do cupom dependerá dos preços correntes no mercado imobiliário do local em que será construída a residência. O valor médio é de R$ 60 mil por beneficiário e serão três tipos de voucher: o de aquisição, para comprar a residência já pronta; o de construção, para começar a casa do zero; e o de reforma, para melhorar a moradia já existente.
A princípio, os tickets serão oferecidos a famílias com receita mensal de até R$ 1.200. Já aquelas com renda entre R$1.200 e R$ 5 mil mensais entrarão na modalidade de financiamento do programa. O novo projeto tem ainda como prioridade municípios com até 50 mil habitantes.
O novo plano, segundo Gustavo Canuto, ministro do Desenvolvimento Regional, deve resultar na construção de 400 mil unidades já em 2020. Segundo a “Agência Brasil”, em 2019 foram entregues 245 mil residências pelo modelo atual e 233 mil estão em construção.
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou que a intenção da reformulação é assegurar que os recursos públicos sejam aplicados de forma mais eficiente para garantir moradia digna às famílias que mais precisam, além de corrigir falhas identificadas no “Minha Casa, Minha Vida”, como a comercialização irregular de unidades habitacionais e o crescimento desordenado de condomínios.
Regras