11 de julho de 2026
Economia

Vale perde 38 mil vagas de emprego nos últimos seis anos, diz governo

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
A medida inclui também a redução da jornada de trabalho com remuneração proporcional para servidores públicos do Poder Executivo Federal. A informação foi divulgada hoje (24) pela pasta

A crise econômica abriu um fosso na capacidade de gerar empregos no Vale do Paraíba difícil de fechar. O saldo é de 38,2 mil postos de trabalho fechados na região entre janeiro de 2014 e outubro deste ano.

O número de demissões equivale ao fechamento de 8,4 fábricas da General Motors em São José dos Campos. Ou de quase duas Embraer.

Trata-se do pior resultado da região na série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, que começa em 2002.

Nos seis anos anteriores à crise, entre 2008 e 2013, a região acumula um saldo positivo de 100,1 mil empregos criados no período.

O resultado é ainda melhor nos primeiros seis anos da série histórica do Caged. De 2002 a 2007, o Vale abriu 110,3 mil novos empregos em todos os segmentos da economia.

Para piorar a situação, a população economicamente ativa no Vale, entre 15 e 60 anos, aumentou 2,83% desde 2014, com a chegada de 44,7 mil pessoas ao mercado de trabalho. Em 2019, essa população chegou a 1,62 milhão de pessoas, segundo a Fundação Seade.

Na avaliação do economista Edson Trajano, que é pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), o Vale perdeu empregos principalmente por causa da retração da atividade industrial, que impactou outros setores, como serviços e comércio.

"O setor industrial é o mais preocupante. Mesmo com pequeno crescimento [em 2019], enfrenta desafios. Os empregos novos estão surgindo com base salarial menor, o que dificulta o avanço do comércio e serviços."

Analisando o desempenho da economia do Vale ano a ano, percebem-se oscilações entre 2002 e 2007, este o melhor ano da série histórica do Caged. A região criou 10.740 empregos em 2002 e alcançou 30.154 novas vagas em 2007. Nesse período, 2003 foi o ano com menor saldo: 4.572.

Nos seis anos seguintes, a região gerou 29.406 empregos em 2008 e caiu para 10.959 em 2013. A partir daí, o Vale entrou em trajetória de queda: -1.473 (2014), -23.968 (2015), -18.121 (2016) e -3.867 (2017).

O ano passado foi o primeiro desde 2014 a registrar um saldo positivo nos empregos, com 3.101 postos de trabalho abertos no ano.

Em 2019, até outubro, a região já dobrou o saldo do ano todo de 2018, alcançando 6.110 novas vagas em 10 meses.

A média de vagas abertas por mês (611) em 2019 é a melhor desde o ano de 2013, quando alcançou 913..