O porteiro que citou Jair Bolsonaro nas investigações da morte de Marielle Franco afirmou terça-feira à PF (Polícia Federal) que errou ao atribuir ao presidente a autorização para a entrada de um dos acusados no condomínio Vivendas da Barra. Aos investigadores, ele afirmou ter se sentido confuso durante os dois depoimentos dados à Polícia Civil em outubro.
Nas duas vezes em que foi ouvido por investigadores da Polícia Civil, em 7 e 9 de outubro, ele teria confirmado que foi "seu Jair" quem autorizou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz, um dos acusados pela morte de Marielle, no condomínio.
Élcio teria ido à casa do policial militar reformado Ronnie Lessa, o outro réu pelas mortes de Marielle e do motorista Anderson Gomes. A Polícia Civil e o MP (Ministério Público) do Rio afirmam que eles saíram de lá para cometer o crime. Bolsonaro morava nesse mesmo condomínio até tomar posse na Presidência da República.
O controle de acesso ao condomínio tem uma anotação manual que registra a entrada de Élcio para a casa 58, onde morava Bolsonaro. Há também planilhas de acesso feitas em computador, mas ainda não há informações se elas corroboram ou não a versão inicial do porteiro.