10 de julho de 2026
Brasil

Bolsonaro: desmatamentos e queimadas são 'culturais' no país

Por Das agências@jornalovale |
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Renda. Número teve diminuição

O presidente da República, Jair Bolsonaro, falou nesta quarta-feira sobre os dados de desmatamento no Brasil no último ano, que apontaram o maior número para o período em um intervalo de 10 anos. Para o presidente, os desmatamentos não vão acabar, pois eles são algo "cultural" no país.

Questionado se conversou com Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, sobre medidas para reduzirem o desmate, afirmou: "Olha, você não vai acabar com o desmatamento, nem com queimadas, é cultural". Ele falou a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta.

Bolsonaro se esquivou novamente de perguntas sobre o aumento de 29,5% do desmatamento na região da Amazônia, maior taxa desde 2008. Ele também voltou a citar a gestão de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente como exemplo de insucesso.

"Eu vi a Marina Silva criticando, anteontem, mas no período dela teve a maior quantidade de ilícitos na região amazônica", adicionou o presidente.

MONITORAMENTO.

O Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, desde 1998 usa imagens de satélite para monitorar o desmatamento na Amazônia. Embora 2003, primeiro ano da gestão de Marina Silva à frente da pasta, tenha registrado o recorde de área desmatada no bioma (27.772 km²), a área desflorestada foi progressivamente reduzida. Ao fim de 2008, ano em que Marina deixou o cargo, a área desmatada havia caído para 7.464 km² —uma redução de 73,1% em relação a 2003..