11 de julho de 2026
Brasil

Benefício fiscal para cerveja custou R$ 2,8 bilhões em quatro anos

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Tributação. A cerveja paga menos IPI do que a bolacha

DADOS. A desoneração da bebida alcoólica mais consumida no país está custando caro aos cofres públicos. Segundo estudo divulgado nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o governo brasileiro deixou de arrecadar R$ 2,8 bilhões em quatro anos por causa do benefício fiscal aos fabricantes de cervejas.

Em 2015, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) cobrado sobre a cerveja caiu de 15% para 6%. A alíquota é menor que sobre produtos básicos, como bolacha e biscoitos (10%), xampus e desodorantes (7%) e tijolo (8%).

Como resultado da mudança, a participação das cervejas no IPI de bebidas alcoólicas caiu de 85% em 2014 para 61% em 2017, dois anos depois do novo modelo de tributação. Segundo o estudo, o IPI diferenciado impede a diversificação no mercado de bebidas alcoólicas. Atualmente, as cervejas concentram quase 90% do consumo do setor no país.

Segundo o levantamento, a manutenção do modelo de tributação para a cerveja favorece a exclusão de concorrentes. No médio e no longo prazo, a diminuição de competidores resulta em perda de arrecadação de R$ 15,3 bilhões a R$ 19,4 bilhões, deixando de gerar de 3,2 milhões a 4 milhões de postos de trabalho. A massa salarial cairá de R$ 24,8 bilhões a R$ 31,5 bilhões..