10 de julho de 2026
Brasil

PF pede prisão do filho de Lula após operação, mas Justiça nega

Por Das agências@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Investigação. Revista publicou reportagem detalhada sobre Lulinha

A Polícia Federal pediu nesta terça-feira a prisão temporária do empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Justiça, no entanto, negou a solicitação.

Nesta terça, a A PF deflagrou a 69ª fase da Operação Lava Jato com o objetivo de buscar provas na investigação sobre repasses financeiros suspeitos, realizados por empresas do grupo Oi/Telemar em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas pelo filho do ex-presidente e por seus sócios Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna.

Segundo a PF, "havendo suficientes indícios de materialidade e autoria delitiva, presentes os requisitos legais do artigo 1º, incisos I e III, da Lei nº 7.960/89, e visando à coleta de provas adicionais acerca da materialidade dos delitos em tela, representamos pela decretação da prisão temporária de Fábio Luis Lula da Silva, Kalil Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho".

Também foram solicitadas as prisões temporárias de Ricardo Silva Machado, Alessandro Ramos Sargenteli, Amaury Mari Mello, Roberto Bahiense de Castro e Sandro Maia de Araújo, diretores do Grupo Gol.

O Ministério Público Federal foi contrário aos pedidos de prisão. "Não obstante de fato recaiam fundadas suspeitas da prática de crimes graves pelos investigados, o Ministério Público Federal entende que a decretação de suas prisões temporárias, no presente momento, não é necessária para as investigações", afirma o órgão.

A juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, recusou todas as prisões. "Considerando o tempo decorrido desde a representação policial, acolho inicialmente o parecer do MPF entendendo que não há no momento necessidade de decretação de prisão temporária dos investigados. Alguns deles já foram alvo de medidas de buscas no ano de 2016, e já possuem ciência de que são alvo de investigações", afirmou.

Segundo o MPF, os pagamentos foram feitos entre 2004 e 2016 e são superiores a R$ 132 mi. A Procuradoria aponta que parte desses recursos teria sido usada na compra do sítio de Atibaia, pivô da maior condenação da Lava Jato imposta a Lula, 17 anos 1 mês e 10 dias de prisão. A Lava Jato investiga ainda "indícios de irregularidades no relacionamento" entre a Gamecorp/Gol e a Vivo/Telefônica no projeto "Nuvem de Livros".

Pelo Twitter, Lula diz que ação foi um 'espetáculo' produzido pela força-tarefa

O ex-presidente Lula comentou a operação em seu Twitter: "O espetáculo produzido hoje pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família". Em sua resposta, a Oi diz "que atua de forma transparente e tem prestado todas as informações e esclarecimentos que vêm sendo solicitados pelas autoridades". A Gol não respondeu até o final do dia. Em nota, o Grupo Movile afirma que preza pela transparência em sua atuação e está cooperando com as investigações do Ministério Público Federal do Paraná, fornecendo todas as informações solicitadas.