10 de julho de 2026
Brasil

Para economista, acordos flexibilizam protecionismo

Por Kelly OliveiraAgência Brasil |
| Tempo de leitura: 2 min
Economia. Emily Rees valoriza os acordos entre os blocos

Em meio ao crescente protecionismo pelo mundo, acordos de livre comércio entre blocos como o da União Europeia com o Mercado Comum do Sul (Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) garantem acesso a mercados, avaliou a economista franco-britânica Emily Rees, ex-adida da França no Brasil, no 7º Fórum de Agricultura da América do Sul - Da Produção ao Mercado - Global e Sustentável. O acordo entre União Europeia e Mercosul foi fechado em junho."Em um mundo com protecionismo crescente, tem que buscar esses contratos de comércio entre os blocos. Isso assegura o acesso, a abertura de mercados que estão se fechando", disse.

Para Emily Rees, o acordo de livre comércio dará impulso ao comércio exterior. Entretanto, ela destacou também as negociações, já avançadas, do Mercosul com Canadá, Cingapura e Coreia do Norte, além das expectativas de negociação com o Japão. A economista considera "um avanço" a conclusão das negociações de acordo de livre comércio entre o Mercosul e o EFTA, bloco de países europeus formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Emily Rees lembrou que a União Europeia e o Mercosul representam 25% do Produto Interno Bruto (PIB) global. "São 773 milhões de pessoas com variedade de demandas e de produtos", ressaltou. Outro aspecto destacado pela economista é que a União Europeia é um "mercado qualificador". "O produto exportado para o Mercosul 'ganha um selo de qualidade' para exportar para o mundo inteiro, ou seja, abre outros mercados", ressaltou.

A representante da CAS (Conselho Agropecuário da América do Sul), formado pelos ministros de Agricultura da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Maria Noel Ackerman, afirmou que a União Europeia é um parceiro comercial estratégico. "A União Europeia é um dos principais demandantes de produtos de bens de base agrária - 18% das vendas de bens base agrária do Mercosul vão a esse destino", afirmou..