O governo federal se negou a revelar o resultado do exame feito pelo presidente da República para detectar se ele foi infectado pelo novo coronavírus. Em resposta ao pedido feito pela UOL via LAI (Lei de Acesso à Informação), os dados foram classificados como "sigilosos".
Bolsonaro realizou os exames em 12 e 17 de março, após ter retornado de missão nos Estados Unidos. Somente na comitiva presidencial, 23 autoridades que estavam na viagem contraíram o coronavírus. O presidente diz que o resultado de seu teste deu negativo, mas nunca apresentou os exames.
No pedido de informação, a UOL defendeu que a realização do exame foi informação divulgada pelo próprio presidente e que sua divulgação se baseava nos princípios de transparência de informação. A negativa da Secretaria Especial de Comunicação Social disse se basear na Lei 12.527/2011.
"As informações individualizadas sobre o assunto dizem respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas".
Recentemente, o presidente chegou a cobrar de dois médicos de São Paulo, sendo um deles o Dr. David Uip, integrante do governo João Doria (PSDB), que apresentassem o receituário usado em seus tratamentos. Bolsonaro é defensor do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, medicamentos ainda sem consenso na comunidade científica.