Ao contrário do que muitas pessoas pensam, pai não é somente quem nos gerou. A figura paterna pode ser representada pelo tio ou avô, e até mesmo pelo padrasto. Somos do tempo em que não são raros os casos de casais que se apaixonam, têm filhos e terminam o relacionamento, alegando que o amor entre os dois chegou ao fim e que é melhor cada um seguir a sua vida. E, ao encerrar essa "sociedade", pais e mães nem sempre avaliam as consequências da separação a seus filhos.
Surge assim, a "paternidade afetiva": o novo parceiro da mãe, que geralmente fica com a criança, acaba por se tornar um verdadeiro pai no dia a dia desse novo núcleo familiar. O mesmo pode ocorrer com o pai separado, que acaba assumindo outro relacionamento também com filhos ou filhas.
O caminho mais comum e natural, porém, é que o avô passe a ser a figura paterna na vida de muitas crianças, assumindo em muitos casos até responsabilidades financeiras, tarefas de levar e buscar na escola, além dos compromissos de lazer e passeios. Para a criança o avô/pai é uma referência de estabilidade e segurança, aquele "porto seguro" nos momentos difíceis, de turbulência, em seu novo modo de vida. Para o avô, que assume a "paternidade afetiva", é uma experiência de vida muito gratificante porque, além da sensação de estar proporcionando o melhor para seus netos, a recompensa é certa. A experiência comprova que os avós que recebem essa nova incumbência são mais felizes e realizados.
Nesse dia dos pais, queremos abraçar com profunda gratidão, a todos aqueles que, por laços biológicos ou afetivos, assumem plenamente a paternidade!.