11 de julho de 2026
Política

Prefeitura de Taubaté arquiva sindicância sobre condução de publicitário à delegacia

Por Julio Codazzi@juliocodazzi |
| Tempo de leitura: 2 min
Panfletos. André Guisard (esq) e Jarbas Nogueira (ao fundo) no DP

O governo Ortiz Junior (PSDB) arquivou a sindicância interna que apurava possíveis irregularidades e eventuais responsabilidades funcionais na ação de servidores da Prefeitura de Taubaté que conduziram o publicitário André Guisard à delegacia, no dia 8 de fevereiro.

Na portaria de arquivamento, datada do último dia 19, o secretário de Segurança Pública, Euclides Maciel, afirmou que a medida foi tomada por "ausência de irregularidades e responsabilidade funcional".

A sindicância havia sido aberta em 13 de março, após o Ministério Público instaurar um inquérito para apurar o caso. Nesse inquérito, aberto pela Promotoria em fevereiro, são investigados Jarbas Nogueira, gestor da área de Segurança e Vigilância que comandou a operação, e os seis vereadores que aguardavam Guisard (autor de panfleto sobre a 'Farra das Viagens') na delegacia: Diego Fonseca (PSDB), Douglas Carbonne (PCdoB), Dentinho (PV), Jessé Silva (SD), Bobi (PV) e Gorete Toledo (DEM).

Quando a sindicância foi aberta, o governo Ortiz apontou que considerava o "episódio esclarecido" e que a medida visava apenas "a coleta de documentos e informações a serem encaminhados formalmente ao MP".

Em nota enviada nessa quarta-feira, a gestão tucana afirmou que, durante a sindicância, foram ouvidos os envolvidos no caso e reunidos o boletim de ocorrência registrado no 2º Distrito Policial naquele dia e documentos do MP. A prefeitura alegou que as oitivas "confirmaram que a ação foi legal" e que o publicitário "acompanhou o gestor de Segurança espontaneamente" até a delegacia - ele teria sido abordado por "panfletagem irregular". O governo Ortiz afirmou ainda que Jarbas tem porte de arma, mas que "em nenhum momento foi necessário o uso do armamento".

A administração tucana alegou também que apenas o gestor da área de Segurança "foi identificado como servidor público", sem explicar quem eram os outros três envolvidos - Guisard diz ter sido abordado em casa por quatro homens armados, em viaturas descaracterizadas.

À reportagem, o publicitário criticou a conclusão da sindicância. "Está totalmente claro que eles cometeram uma ilegalidade. É surreal o que eles fazem, é uma piada".