REAÇÃO. O ministro das relações exteriores uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, anunciou nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa na sede da Chancelaria do país, em Montevidéu, que o Uruguai deixará o Tiar (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) dentro de dois anos.
O Uruguai foi o único país, entre os 19 membros, que votou contra a ativação do mecanismo que permite desde a ruptura das relações diplomáticas com a Venezuela até uma intervenção militar no país.
O chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, afirmou que a finalidade inicial do tratado era "assegurar a paz, prover ajuda efetiva para fazer frente aos ataques armados e enfrentar as ameaças de agressão contra qualquer país da região". Para ele, a ativação do Tratado representa uma grave violação em matéria de direito internacional, no que se refere ao princípio de resolução pacífica das controvérsias e ao princípio de não-intervenção.
"O Uruguai tomou a decisão de votar contra essa resolução, não a favor do governo da Venezuela, se não a favor do direito internacional e da paz e da institucionalidade das organizações regionais", disse Novoa.
Na segunda-feira à noite, os ministros das Relações Exteriores dos países membros do Tratado, reunidos em Nova York, divulgaram nota conjunta com a aprovação de uma resolução..