08 de julho de 2026
Brasil

Sequestrador é abatido no Rio após 4 horas de pânico

Por Da Agência Brasil@jornalovale |
| Tempo de leitura: 3 min

Após quase quatro horas de tensão, o desfecho do sequestro de um ônibus com 39 passageiros na ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, terminou com o jovem Willian Augusto da Silva, de apenas 20 anos, abatido com seis tiros por um atirador da Polícia Militar. Nenhum dos reféns se feriu durante a ação que paralisou a região.

O caso, com grande repercussão nacional, ainda teve o governador do estado, Wilson Witzel (PSL) e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) comemorando a morte do sequestrador após a ação da PM (leia texto nesta página).

A ocorrência foi encerrada sem vítimas entre os reféns. O sequestro começou pouco antes das 6h e interditou a ponte nos dois sentidos.

Segundo o comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), tenente-coronel Maurílio Nunes, que foi o responsável pela ação, as negociações por telefone não avançaram e a psicóloga presente no local identificou em William um perfil psicótico, o que, segundo ele, levou a polícia a iniciar a "negociação tática" que culminou nos disparos fatais. "No contato, ele alegou que queria se matar, iria se atirar da ponte, estava difícil manter a negociação, ele saiu do ônibus e apontou a arma para uma vítima. Sempre tomamos por princípio que a arma era real. O ônibus estava engatilhado, com garrafas PET com gasolina penduradas e ele tinha um isqueiro, então a ameaça era real. A negociação passou para tática, comandada por mim."

O sequestrador foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, mas não há informações se ele chegou com vida ou já morto. A Polícia Civil assumiu a ocorrência e a Delegacia de Homicídios da capital será a responsável por conduzir o inquérito, que está em sigilo.

Willian morreu com seis perfurações, indica uma primeira análise da perícia, segundo informações divulgadas pelo portal de notícias G1.

Os tiros causaram ferimentos no antebraço direito, na perna esquerda, no braço esquerdo e no tórax (duas vezes). Ainda não é possível dizer, segundo os peritos, quantos tiros atingiram o sequestrador, já que um mesmo disparo pode ter causado mais de um ferimento - ao penetrar o corpo e sair.

DEPRESSÃO.

O sequestrador passava por um momento de tristeza profunda, segundo a família. Em entrevista à TV Record, a irmã de William Augusto da Silva, que preferiu não se identificar, disse que o rapaz, de 20 anos, era amoroso e gostava de passar o tempo com a família, mas que enfrentava um quadro de depressão desde os 18 anos.

"Do nada ele passou a ficar muito triste, mas meu irmão era calmo, muito amigo dos meus pais e um amor de pessoa. O sonho dele era ser bombeiro salva-vidas, pois dizia que o Brasil precisava de ajuda por estar precário. Ele também precisava de ajuda e a gente descobriu tarde demais."

A irmã também contou que a família desconfia de que ele queria ser morto.

"Ele nunca foi preso, sempre estudou e gostava de trabalhar. Ele não queria se matar, eu creio que ele queria que alguém o matasse. Nós percebemos isso depois do fato. Talvez ele tenha feito isso por não aguentar mais a pressão na cabeça, o sofrimento que ele tinha com ele próprio", afirmou na entrevista..