Um levantamento feito pela Prefeitura de Taubaté a pedido da reportagem mostrou que, passados mais de dois anos, o programa de coleta seletiva ainda não obteve a adesão esperada entre os moradores. Segundo o balanço, após uma ligeira melhora em 2018, houve pequena retração em 2019.
O programa foi implantado em junho de 2017. Nos últimos sete meses daquele ano foram recolhidas 1.490 toneladas de material reciclável, o que corresponde a uma média de 212 toneladas/mês.
Durante o ano de 2018 foram recolhidas 2.694 toneladas, uma média de 224 toneladas por mês. No primeiro semestre de 2019, 1.321 toneladas foram recolhidas, uma média de 220 toneladas por mês.
No início desse mês, em depoimento na Câmara, o secretário de Serviços Públicos, Alexandre Magno, reconheceu que a adesão estava abaixo do esperado.
Para efeito de comparação, em média são recolhidas 232 toneladas de resíduos por dia. Desse total, 223,36 toneladas são de lixo comum (96,27%) e apenas 8,64 toneladas de material reciclável (3,72%). De acordo com o PNRS (Plano Nacional de Resíduos Sólidos),30% de todo o lixo produzido no Brasil tem potencial de reciclagem.
Quando o serviço teve início, em junho de 2017, contava com oito equipes (16 garis e oito motoristas) e quatro caminhões, sendo dois compactadores e dois baús. A promessa era reforçar a equipe um ano depois. Questionado pela reportagem, o governo Ortiz Junior (PSDB) não informou a atual estrutura empregada na coleta seletiva.
A gestão tucana afirmou que, para tentar aumentar a adesão dos moradores, "estão previstas ações de educação ambiental como: divulgação porta a porta, participação em eventos, palestras, educação ambiental nas escolas, programa 'selo verde', revitalização de pontos de lixo, coleta seletiva em festas do município e campanhas nas redes sociais"..