08 de julho de 2026
Ideias

Sínodo: uma resposta de coragem

Por Ana Lúcia FerreiraJornalista em Jacareí |
| Tempo de leitura: 1 min

Já estávamos nos recuperando do 'Fla - Flu' eleitoral - que dividiu o país em 2018, quando um novo tema roubou a atenção de católicos no Brasil: O Sínodo da Amazônia, que acontecerá em Roma, no próximo mês de outubro.

O evento, convocado pelo Papa Francisco há dois anos (leia -se: bem antes da eleição presidencial ) quer aproximar o diálogo com os bispos que atuam nos países da região Amazônica, considerando as dificuldades dessas igrejas em levar a mensagem evangélica a regiões remotas. Os relatos de padres e leigos que se aventuraram neste desafio são realmente impressionantes: horas de barco para chegar a povoados, missas que são celebradas a cada dois anos em algumas regiões.

Destaco aqui a figura da dona de casa joseense, Glória de Freitas, que em 2011, no alto dos seus 60 anos, se aventurou até a cidade de Tefé (AM), há 533 km de Manaus, como missionária atuando por três anos em favor de povoados que não contavam com a assistência completa do SUS, por meio da implantação de uma horta medicinal. Os julgamentos que questionam as intenções do Sínodo ignoram essas realidades e também o trabalho de inúmeros missionários que doaram suas vidas por essa população nos últimos anos.

Ao convocar o Sínodo, Francisco mais uma vez nos provoca a enfrentar nossas mazelas de frente, sem paixão, sem ideologismos, ou teorias da conspiração e, nos apresenta, um caminho seguro: O Espírito Santo guiou e continuará guiando a Igreja. Precisamos sim rezar pelo Papa, mas precisamos, sobretudo, confiar..