10 de julho de 2026
Economia

FAB recebe cargueiro KC-390 da Embraer com três anos de atraso

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 1 min
O presidente Jair Bolsonaro participa da cerimônia de entrega da aeronave KC-390 para a Força Aérea Brasileira.

Com três anos de atraso, a Embraer entregou nesta quarta-feira, na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, a primeira unidade do cargueiro multimissão KC-390 para a FAB (Força Aérea Brasileira), maior avião já produzido no Brasil.

A previsão inicial apontava 2016 o ano da entrega, mas atrasos nos pagamentos efetuados pelo governo federal para o desenvolvimento do avião e um acidente durante a fase de testes adiaram a entrega.

A solenidade contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL), do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, de comandantes das Forças Armadas e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), além de parlamentares.

Discursando depois de Caiado, Bolsonaro concordou com ele sobre a capacidade operacional que o KC-390 dará ao país. O governador disse que, a partir de Anápolis, a aeronave dará "a maior cobertura aérea para manter nossa autonomia no país. Somos pacíficos, mas não somos passivos".

E ambos citaram o ditado originário do latim: "Se quer paz, prepare-se para a guerra".

"O Brasil é um país pacífico, mas não pode continuar, nem continuará sendo passivo a esse tipo de agressão. A Amazônia brasileira é nossa", disse Bolsonaro, criticando declarações de líderes estrangeiros sobre uma hipotética governança internacional sobre a Amazônia (ler texto na página 12).

Com uma pintura camuflada em verde e cinza, o KC-390 foi apresentado ao público na Base de Anápolis às 11h43, pilotado por sete tripulantes militares.

Bolsonaro fez o batismo da aeronave com champanhe, ao lado de Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, e do comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

"KC-390 é aeronave diferenciada, única no segmento que se insere, com tecnologia avançada", disse Bermudez.

"O programa foi um salto tecnológico para a indústria brasileira", completou..